Quais são as melhores opções de dividendos mensais, trimestrais e anuais? Entenda as diferenças e es

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Recebimento de Dividendos e Juros sobre Capital Próprio

O recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) pode se tornar uma boa estratégia de composição de carteira. Seja para construir patrimônio, ter renda extra ou realizar objetivos específicos, avaliar seu momento de vida e a "saúde" das empresas estão entre as tarefas para decidir entre ações de empresas que pagam proventos mensais, anuais ou com outras frequências distintas.

A remuneração aos acionistas distribuída por companhias brasileiras somou US$ 6,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

Dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) são duas formas pelas quais as empresas remuneram seus acionistas. A frequência de pagamento de dividendos está atrelada à condição do negócio e também ao que a empresa entende que é mais interessante para o seu acionista. Já para o investidor, a frequência com que essa remuneração é feita pode influenciar nas suas decisões de investimento. A “preferência” por pagamentos mensais, trimestrais ou até anuais depende de fatores individuais, como a necessidade do dinheiro, sua previsibilidade e a própria estratégia de alocação de recursos.

Momento de vida

A estratégia de investimento com foco em dividendos depende muito do momento de vida da pessoa. Investidores em idade produtiva, que estão acumulando patrimônio, podem considerar diversificar em ações de companhias que pagam dividendos anuais e semestrais, com o objetivo de reinvestir. Apenas para aqueles que têm tempo e disponibilidade para fazer a seleção de ações para reinvestir os dividendos recebidos e rebalancear a carteira em prazos curtos, vale considerar papéis com dividendos mensais e trimestrais. Para esse perfil, o ponto mais importante é reinvestir os dividendos, para diversificar e rebalancear a carteira, com foco na potencialização dos ganhos, que será fundamental para o crescimento patrimonial no longo prazo.

No caso de o investidor ser aposentado ou não precisar obrigatoriamente de uma estratégia de crescimento patrimonial, diversificar o investimento em empresas com diferentes cronogramas de pagamento de dividendos pode proporcionar um fluxo de caixa mais constante ao longo do ano. Os proventos advindos de ações devem compor o orçamento em conjunto com outras fontes de renda.

Setores mais previsíveis

É possível identificar alguns setores econômicos cujas empresas tendem a pagar dividendos de forma mais previsível. Normalmente, essas empresas operam em indústrias que possuem fluxos de caixa mais estáveis e lucratividade constante. Entre eles, destaque para o chamado setor de “utilities”, ou utilidades públicas, em que estão incluídas as companhias elétricas, de água e saneamento e fornecimento de gás, que fornecem produtos e serviços essenciais, com demanda constante que gera receitas mais estáveis. Também têm histórico de maior previsibilidade na distribuição de proventos, companhias do setor financeiro, principalmente os bancos, além do setor de telecomunicações.

Dividendos ou JCP?

Embora ambos representem a distribuição de lucros aos acionistas, cada modalidade tem algumas características distintas em termos de conceito, tributação e impacto financeiro na companhia. Os dividendos são valores correspondentes a uma parte (em alguns casos, à totalidade) do lucro apurado por uma companhia em determinado período. Já os juros sobre capital próprio, apesar de também representarem uma distribuição de lucros, são tratados como despesa financeira pela empresa. Estrategicamente, são uma forma de remunerar o acionista e, ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária da companhia. No quesito tributação, os dividendos são isentos de imposto de renda para o acionista pessoa física. Já sobre o valor referente à JCP incide a alíquota de 15% de imposto de renda, retido na fonte.


Por /Laelya Longo


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